sábado, 24 de julho de 2010

Por que a televisão é um lixo?

Amigos Botequeiros,

Inicialmente, antes de qualquer outra coisa, gostaria de esclarecer duas coisas. Em primeiro lugar, devido à algumas dificuldades na semana fiquei impossibilitado de postar com uma maior frequência no blog, o que é uma pena, já que eu tinha pensado em muitos temas interessantes para os acontecimentos mais recentes. Em segundo lugar, o post seguinte não sairá como eu havia planejado e gostaria de deixar claro isso à todos. Nada demais, apenas acho que seria legal compartilhar isso com vocês. A ideia que tive à respeito do que vou escrever a seguir veio de algumas experiências pessoais. Idealizei um texto bem impessoal contudo, mas depois de pensar melhor, cheguei a conclusão de que não seria possível explicitar a minha opinião da melhor forma possível sem tornar isso pessoal. Portanto, não encarem como um artigo. Talvez o conceito mais acertado seria um testemunho, ou algo assim, enfim, isso é com vocês. Espero que aproveitem.

...

Televisão: Um eficiente difusor de ideias? Sem dúvida! O expoente de entretenimento familiar? Também. Agora, na realidade, todo o poder coercitivo da televisão é bem aproveitado??? Acredito que não. Pare pra raciocinar comigo por um minuto meu caro amigo, minha cara amiga. Um aparelho que é quase presente na totalidade das casas do país, do mundo. Uma voz, uma ideia pode ser transmitida para os mais diversos tipos de pessoas. É uma bomba atômica de informações lançada em nossas cabeças. Entretanto, essa força toda é desperdiçada porque infelizmente a preocupação em quase tudo que existe na nossa sociedade atualmente é o dinheiro. Programas e mais programas recheados de idiotices dos mais variados "naipes". Aí você me pergunta: Ok, E daí???

E daí que tudo que é transmitido poderia ser utilizado de uma forma mais inteligente. Eu não falo aqui que a televisão tinha que ser o retrato dos canais educativos. Não, longe disso. Essa também não é a única função da comunicação. Tem que entreter e fazer pensar. Trabalhar a mente.

Está um pouco confuso? Tá bom, vamos devagar. Vou exemplificar.

Pense nas novelas. Clássico das televisões brasileiras, faz parte do culturalismo do nosso povo. Certo? Ok! Agora por que diabos se gastam quantias astronômicas de dinheiro para ficar repetindo as mesmas histórias a cada 8 ou 9 meses??? E o pior, não soma em nada pras nossas vidas. Apenas mostram uma caricatura, uma falsa e exagerada "realidade" da nossa sociedade. Querem retratar o povo? Como somos, como mudamos? Então, sejam verdadeiros ao menos. Mostrem como é sem maquiagem, sem falsidade. Ou então, parem de mentir pro povo da função social que as novelas possuem. Eu não me identifico com nada em uma novela. Não é o mundo que eu vejo. Querem ajudar, participar? Façam o povo pensar, buscar respostas.

Outra coisa complicada é que nem como enredos para entreter convençem. Se chegassem e falassem. Não! Agora nada de retrato social. Viemos contar uma história apenas, e os objetivos são só três: Entretenimento, Entretenimento e ... entretenimento.

Nem pra isso presta. Mais uma maldita novela começa e vendo o primeiro capítulo eu sei o que vai acontecer no último!!! São meses de diferença e logo no ínicio eu já posso te dizer o final. Maldição! Eu não sou idiota. Inovem, coloquem a criatividade pra funcionar. Façam algo diferente. Da onde esse estigma que as novelas precisam manter o mesmo esquema? Da onde?

Eu sei da onde. E aí está o ponto central de toda essa confusão. Tudo na televisão é feito pra vender. Fazem uma cena e mostram um produto. Vão pro intervalo e mostram comerciais. O que importa pra eles? " Construir o retrato do Brasil, ajudar na educação do povo, esse é nosso compromisso. " Mentira. Não é!!! Tudo é sempre igual, porque se mudar alguma coisa a pessoa vai deixar de assistir, já que ao longo dos anos ela foi doutrinada a receber aquele lixo que nunca se renova e reclamar se algo muda. E é a própria que tem que parar pra pensar que aqueles comerciais, toda aquela publicidade, aqueles 30 segundos no intervalo, não estão ali por acaso. Tudo estrategicamente preparado pra você aceitar e botar tudo aquilo goela abaixo.

Pense. Mude. Não estou lhe dizendo para botar sua televisão no fundo do seu quintal e reduzi-la a pedaços retorcidos de plástico de tanto a martelar, nem sair pregando a desalienação das pessoas; a teoria conspiracionista de uma lavagem cerebral que as emissoras querem promover afim de controlar o mundo. Não precisamos ser tão radicais. Se não conseguirmos mudar a mente das pessoas que controlam os meios de comunicação e sua ânsia pelas notas, então valorizaremos os poucos que ainda tentam diversificar e nos dão opções do que aquilo que queremos ver. Queremos nos divertir? Assim seja! Queremos aprender? Discutir? Reclamar? Seja feita a vontade de vocês. Se isso não for possível, e o monopólio da informação for mais duradouro, então ao menos tentaremos filtrar aquilo que nos é despejado. Se for útil incorporamos, se não é, que entre por um ouvido e saia pelo outro.

Exemplificando novamente posso citar que pouco tempo antes eu decidir escrever esse post eu estava rodando os canais em busa de algo "decente". Em meio à programas de humor de pouca qualidade, novelas, e tantas outras coisas, resolvi dar uma chance à um programa de música sertaneja de raíz num canal qualquer. Pense Botequeiro! Talvez sua primeira reação tenha sido: " Eu, assistindo um programa de música caipira? Nem gosto desse estilo pra começar. " Confesso que também não costumo ver nada sobre esse ritmo. Mas aquele som da viola e aquelas letras com um quê de de romantismo bucólico me chamaram muito atenção. Acabei ficando e gostei. Poderia citar as histórias emocionantes presentes nas letras, ou as fartas referências históricas que me foram apresentadas. Mas não vou ser tão chato a esse ponto. Não quero te forçar a ver algo que julgue chato. Só quero mostrar que algo que a princípio encarei com certa desconfiança ou até desprezo, se mostrou uma interessante experiência.

Concluo então, com a vantagem que visualizo no rádio perante a televisão. É muita variedade. Posso ouvir as notícias, aprender, ouvir música, me divertir. Basta eu sintonizar onde eu desejar e aquilo que anseio no momento será satisfeito. Particularmente, sou um entusiasta do rádio. Toda aquela aura das locuções, das vinhetas. Você não vê o que acontece, e então pode deixar sua mente livre pra viajar no campo da imaginação, e nesse mundo então, poderá ser um rei!

1 comentários:

Caroline disse...

ótimo post adorei

Postar um comentário