
Nos últimos anos nós entramos em um processo de ditatorialização no nosso pais, em que cada vez mais devemos ter cuidado com o que falamos. Matérias que escancaram falhas dos sistemas públicos e despreparo de seus condutores são barradas por liminares e ações judiciais, jornalistas são expulsos do pais e agora, em período de eleições, os programas de humor são proibidos de fazer piadas com os candidatos.
Um tema de tamanha importância para uma nação inteira, e a justiça nega o direito de liberdade de expressão a toda uma classe de formadores de opinião de tratar do assunto. Não me surge nenhum outro nome para isso se não censura. Algo que vivemos no período da ditadura militar, e que achávamos ter nos livrado para sempre, agora volta, em plena ‘democracia’. Aliás, se o TSE acha que os humoristas lesam a democracia com sátiras políticas, por que não tem a mesma opinião sobre o horário político que fornece 10 minutos a mais para determinados partidos para explanar sobre suas propostas, enquanto outros não tem esse direito?

O humorista e jornalista Danilo Gentili falou sobre o assunto, o seguinte: “Aristófanes, pai da comédia antiga, exercia abertamente sua função de fazer o público rir, criticando instituições políticas e seus representantes. Se fosse brasileiro, hoje, Aristófanes não poderia realizar seu ofício. A visão democrática do TSE está mais atrasada que a da Grécia de 400 a.C.”
O governo trata os brasileiros como crianças mimadas, que não tem capacidade de distinguir uma piada de uma informação jornalística. A justiça entre em nossa privacidade e diz o que é correto e o que não é, assim, poupoando-nos de pensar, afinal, se nós pensarmos de mais, no tornaremos uma ameaça, e isso eles não podem aceitar!
O período da ditadura militar foi marcado pela forte censura, contudo ela era declarada. Hoje, o governo faz de tudo para calar aqueles que podem abrir os olhos da sociedade para as lambanças e artimanhas feitas pelos poderosos, e tenta esconder tudo em baixo do tapete,mas o que podemos fazer?! Tudo pela democracia, não?!
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