Amigos botequeiros,
Última terça, dia 13 de julho, foi o Dia Mundial de Rock. E é claro, este é um excelente assunto para o Contos da Fada Verde, afinal, quer assunto tão bom pra discutir em um boteco quanto música?
Poucas coisas mexem tanto com as pessoas quanto discutir sobre melodias, letras, a banda predileta, ou a morte por overdose do vocalista de tal banda de rock.
Pessoalmente, confesso que o Rock 'n Roll me atrai como ritmo de forma mais acentuada do que qualquer outro estilo de música. Agora, qual a razão disso? Por que eu e tantas outras pessoas no Brasil e no mundo tem essa paixão por essa vertente musical?
É isso que veremos agora. Qual é a importância do Rock 'n Roll?
Iniciando pelo ritmo que passa pelas baterias e baixos, até as melodias e solos das guitarras e vozes dos vocalistas, o Rock arrebatou uma legião de verdadeiros adoradores ao longos dos anos. Originalmente descendendo do blues, podemos ver que carrega em sua genética o ritmo animado deste, evoluindo então numa mistura incrível de gêneros musicais, como o country, o folk, e flertando até com o jazz. Tudo isso deixa absolutamente claro os vários caminhos que o Rock pegou para se desenvolver, e deixar de ser apenas uma "salada de frutas" musical, para se tornar até mesmo um estilo de vida de diversas gerações. Isso mesmo. É indiscutível que como música em si, o Rock é muito interessante. Desde os primórdios com Chuck Berry, Elvis Presley, Beatles, quase todas as músicas com um ritmo animado, dançante mesmo. Com o passar do tempo, bandas como Rolling Stones, The Doors, foram experimentando coisas novas, aumentando o peso de suas guitarras e batidas, culminando em influências que desenbocaram no Punk Rock de The Clash, Sex Pistols, ou no heavy metal de Led Zeppelin e Black Sabbath.
E então as coisas só cresceram, popularizaram, e continuam se renovando até hoje. Mesmo com as constantes declarações de que " O Rock 'n Roll está morto! ". Entretanto, mais contundente que as mudanças musicais, estão as mudanças na atitude, nas letras, na mensagem. Desde sempre, o Rock adotou uma linha rebelde, destoando das coisas clássicas e isso que permitiu que atingisse tão altos níveis de popularidade. Nas décadas de 50 e 60 as moças desmaiavam pelos seus ídolos, e os pais sempre preocupados com essas idolatrias. Mal sabiam eles que tudo iria piorar. Isso, segundo as opiniões deles, é claro. Ainda meados das décadas de 60, os jovens queriam extravasar suas insatisfações com a sociedade, com a guerra. De que forma poderiam ter essa autonomia de falar o que pensavam? Rock 'n Roll é a resposta. Opiniões personalizadas nas letras de suas bandas preferidas, dizendo não à tudo aquilo que eram contra. Era a oportunidade da juventude dar seu tapa na cara da sociedade. E o tempo continuou passando e veio uma nova década de jovens desiludidos com a pouca mudança no mundo, apesar do impacto que haviam criado. Esse é o retrato do punk. Mais agressividade, mais rebeldia. Agora não mais somente estapeiam a sociedade e suas ideologias. Pisam nela e cospem em sua cara! Sim. E quem pode dizer que isso é violência demais? Ninguém os dava ouvido. Quem sabe assim poderiam ser entendidos? Quem sabe?
Parece que os anos continuavam passando e nada era suficiente pra mudar de rumo as engrenagens do mundo. Então, a vontade de brigar foi se esvaindo. Não se viam resultados. E mesmo assim, sem todo aquele peso revolucionário, o rock 'n roll continuou sua caminhada. Teve seus namoros com a música pop, com a promissora música eletrônica, e em certos casos ficou mais agressivo e violento musicalmente falando do que no passado. Infelizmente, a ideologia não acompanhou. E aquele poder transformador de chocar a sociedade, foi se perdendo. O rock foi vendido. E então, morreu! Será?
Sempre há uma esperança. Talvez quando menos esperarmos, veremos novamente bandas surgirem de seus porões, suas garagens, com meia dúzia de acordes, porém com idéias transformadoras na mente. Bandas que saúdem o legado deixado por Elvis, Beatles, The Doors, Ramones, Sex Pistols, Nirvana. Sem esquecer dos nossos expoentes do rock 'n roll nacional, como o saudoso mestre Raul Seixas, e tantos outros como: Mutantes, Secos & Molhados e mais recentemente com Titãs, Paralamas do Sucesso, Ultraje a Rigor, Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana. Jovens que estejam dispostos a estapear, chutar e cuspir na cara do sociedade. Jovens que queiram mudar o mundo.
P.S.: Em tempo, devo lembrar infelizmente que minhas esperanças vem desmoronando com o passar do tempo, com essas bandinhas medíocres que vemos por aí, e que nem valem a pena citarmos pra que não tenhamos um ataque cardíaco. Fazer o que, é o que vende né? E é isso que move o mundo.
Por hoje é isso caros amigos. Espero que tenham gostado e que sempre retornem. Ok?
Se não gostaram, vou chamar alguém pra estapear, chutar e cuspir na cara de vocês, tá? ;)
Abraços Botequeiros.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
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7 comentários:
Excelente artigo! Muito boa a parte que cita as novas bandas de garagem! Viva ao dia mundial do rock, pois o que é bom foi feito para durar para sempre! parabéns
discordo..hahahah'[tenho lá meus motivos]
Curti o artigo!
Boa Jonas .. (Y)
o Hudson gosta de homem rebolando no palco..
esse é o motivo dele
hahah
Tive preguiça de ler não me bata :(
Boa Jonas... é isso mesmo.. o rock trilhou seus caminhos para formar seu nome, o que não vemos nessas novas bandas que se prostituem e corrompem o verdadeiro Rock and Roll.
Bom artigo...Parabéns *.*
Ótima matéria Jonas. Fico chateado com a alienação das letras e dessa geração que vive mergulhada em tudo isso. Nada contra as bandas novas, desde que tenham engajamento político, vale a pena resaltar Cold Play e U2, entre as gringas. Por aqui temos Pitty, Titãs, Rappa, entre outros. Quando falo engajamento político sei que tem jovem fugindo como vampiro de lobisomem, desculpem o trocadilho, qualquer semelhança é mera coincidência. Política de defender os interesses da sua comunidade, do seu bairro, da sua rua, da sua casa, do seu quarto, sem demagogia e de maneira objetiva. O mais difícil é só vencer a lei da física, inércia, afinal são anos e anos de bunda no sofá, não é a toa que ela ficou flácida e com obesidade mórbida mesmo aos 16 anos. Política não mata e não arranca pedaço. Tudo vai dar certo !!!
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